Mirklo Bom Carvalho

Mirklo Bom Carvalho sentiu o chamado ainda muito cedo. "Mas já tão cedo, meu senhor?" o pajem perguntava sem esperança de resposta. Seus lábios rachados pareciam mais suplicar do que perguntar. Temia que a ausência de seu senhor trouxesse a ira do Sol Eterno. Seu senhor parecia absorto em pensamentos.

Quando tinha 10 anos Mirklo nem possuía um sobrenome, o futuro campeão divino entrava no templo e roubava peças doadas pelos fiéis. Era uma jogada arriscada, mas ele o fazia. Precisava sobreviver e cedo havia aprendido que as peças falavam mais alto em qualquer lugar.

Na tarde em que foi finalmente capturado pelo seu delito, recebeu a chance de conhecer a fé do Senhor do Amanhecer. Parecia a melhor maneira de escapar. Aceitou. Aceitou, mas não escapou.

O chamado foi forte. O ladrãozinho transformou-se em um homem de bem. Criou um sobrenome para si e galgou os patamares mais altos que um homem sem origem como ele poderia alcançar. Sorriu. Sóliar estava terminando de vestir-lhe a armadura.

"Sim, bom Sóliar" - finalmente respondeu. "Assim como o sol não mais se põe, eu também não mais descanso. A verdadeira fé jamais descansa!"

Sóliar entregou-lhe a massa. Havia manchas na pele do pajem.

"Não tem ido ao templo, bom Sóliar? Vejo que Lathander o pune por sua pouca fé!"

Sóliar teve medo. Não era verdade, mas não ousava contrariar um campeão de Lathander. Sóliar era um dos primeiros a chegar ao templo assim que as velas eram acesas para marcar o início das adorações. Simplesmente não era suficiente. Os sacerdotes agora distribuíam um óleo. Apenas aqueles com fé, diziam. Sóliar tinha fé. Seu próprio nome fora dado por vontade do pai para agraciar o Senhor do Amanhecer. Agora que não havia mais amanhecer, sua pele estava sempre quente, seca, avermelhada. Percebia pequenas manchas aqui e ali. Manchas no pescoço e braços. Manchas que nunca havia tido. Muitas vezes a cabeça também doía e havia até mesmo vagado por todo o templo uma vez achando que estava na feira da cidade. Mal conseguia pensar de forma coordenada. Como queria olhar nos olhos de seu senhor e dizer que não havia óleo suficiente para todos. Faltava óleo, não fé aos inúmeros que iam ao templo e abarrotavam-se em suas escadarias. O fanatismo aumentava, mas o desespero também.

Por fim, apenas baixou o olhar.

"Desculpe-me, senhor. Prometo ser mais diligente"

Mirklo caminhou até a saída de sua casa. Ali, sob os raios perenes do sol ajoelhou-se. Sóliar viu quando um facho de luz rasgou os céus e arrebatou Mirklo para longe.

"Que Ilmater tenha pena da alma que o meu senhor caça" disse o pajem refrescando a garganta com um pouco de água.

Mirklo Bom Carvalho

Pal7 CampD5 . PV 124 . CA 21 . Iniciativa +5

For 16 Des12 Con12 Int11 Sab16 Car16

BBA +12/+7/+2 Fort+13/+15 Refl+7/+9 Vont+11/+13

Destruir Infiéis 3/dia: +3 atq/+7 dano
Ira Divina (3 rodadas) RD 5/-; +3 nas jogadas de ataque, dano e TR
Montaria Sagrada

Édito de Lathander* - Artefato Menor (Maça Pesada de Ouro +2 Sagrada da Ruína dos Infiéis)
+18/+13/+8 1d10+7 x2

* esta maça pesada feita em ouro laceado com mitral pode ser empunhada apenas com as duas mãos. Presenteada a Mirklo por um exéquia de Lathander, ela possui a singular habilidade de não requerer proficiência para ser usada caso empunhada por um campeão divino, contando como uma simples maça pesada. Além disso, foi feita para ser capaz de capturar a essência de Amaunator que reside em Ishmael.

Armadura de Batalha de Mitral +2 da Fortificação Moderada

Talentos: foco em arma (maça pesada), ataque poderoso, trespassar, vontade de ferro, combate montado, investida montada, sucesso crítico aprimorado, iniciativa aprimorada

Magias: Curar Ferimentos Leves (1d8+5), Favor Divino (+3 ataque e dano), Esplendor da Águia

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