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Têmis
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O sol arde vermelho. O que isso quer dizer neste fim de tarde? Talvez nada. Têmis tem estado preocupada. "Ele tem estado diferente" No vilarejo esquecido pelo mal, ela observa Alma. A missão foi clara. Vigiá-la, protegê-la, esperar o nascimento da criança e, então, instruir a ambos. Uma missão que durará décadas. Têmis a tem feito a sua maneira. Tornaram-se conhecidas, embora longe de serem amigas. A carne mortal ainda é algo que a incomoda. O cansaço, o sono, a fome. Séculos atrás, tudo isso era familiar, mas agora voltam como memórias perdidas, sensações que parecem nunca ter existido. O que mais lhe incomoda agora é o rumo que a fé repentinamente tomou. As novas verdades do Senhor do Amanhecer a incomodam. Toda a estranha cantilena, novos pequenos rituais; tudo tão brusco. "O sol não muda, não assim" - murmura enquanto continua a trabalhar nos pomares. Deles pode ver a varanda da casa onde Alma se encontra sentada tecendo. "O sol não muda", r...
A Rainha Branca e A Rainha Escura
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"A Rainha Branca está apreensiva, mas não sabe o porquê. A Rainha Escura a odeia e dá ao assassino um manto negro. O assassino esgueira-se até a Rainha Branca. Ela não pode vê-lo deslizar pelas sombras. A espada grita. Cai a Rainha Branca. Desmorona sua cidade. Rochas tomam a caverna e soterram O Que Diz a Verdade. A Árvore queima destruída em agonia. Galhos se partem, contorcem-se e crescem juntos."
A Cadela
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A Cadela caminha silenciosa e ameaçadora. Ninguém a viu afastar-se, ninguém sentirá sua falta até que seja tarde demais, até que tudo seja inevitável. Apenas as teias de aranha ficam para trás sem deixar rastro algum de suas intenções. Uma aranha para à sua frente. A Mãe da Luxúria leva o indicador aos lábios soprando levemente sobre ele. O gesto confunde a única testemunha daquela jornada que mal tem tempo de reagir antes de ser agarrada pela deusa e despedaçada viva entre as presas da Rainha das Aranhas. "Shhhhh..."